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Mensagem do Presidente (R&C 2013)
 

2013 marca o primeiro ano do meu quarto mandato como Presidente do Conselho de Administração da Orey que tentarei cumprir com todo o meu empenho, dedicação e alegria.

Terminei a mensagem do ano passado com um voto de confiança no sector público e privado e na capacidade de resistência e combate à adversidade dos portugueses. Apesar de termos tido boas ajudas externas e alguma sorte assim foi, as coisas melhoraram!

Em Portugal e na Europa do sul assistiu-se a uma mudança radical da psicologia e do sentimento dos investidores. De que Portugal e o sul da Europa iriam deixar o Euro, entrar em “default” na sua divida publica e entrar numa espiral recessiva e inflacionária, a uma confiança enorme na reestruturação do sector bancário, na reforma do Estado, saneamento das contas públicas e no crescimento da economia. Perguntamo-nos, legitimamente, o que é que realmente mudou? A que se deve esta mudança tão radical de sentimento? Em minha opinião, a entrada do Sr. Draghi para a presidência do BCE, a introdução da facilidade de crédito a 3 anos aos bancos Europeus (LTRO) -que abriu as portas a vários activos como colateral, facilitando muito o financiamento dos bancos e o enorme aumento da liquidez - a sua intervenção em Julho de 2012 em Londres onde afirmou fazer “Whatever it takes” seguido de uma reafirmação -em tom de ligeira ameaça - onde diz “and believe me it will be enough”, foi o ponto de viragem nos mercados. Associado ao facto Draghi e BCE, esteve também alguma desilusão para uns e “profit taking” para outros, em relação a alguns mercados emergentes, nomeadamente os que nos últimos anos estavam mais em voga e cujos “yields” estavam muito inferiores aos praticados na velha Europa do Sul. De repente, quando o risco de, por exemplo, Espanha sair do Euro desaparece e o “yield” das obrigações de Espanha a 10 anos é quase o dobro das de algumas economias emergentes, os investidores começam a pensar se algo não estará errado e se aqui não existirá uma oportunidade…

Este ano marcou também mais um período de austeridade no âmbito do Programa de Assistência Económica e Financeira em que o maior foco do governo foi a implementação de políticas pró-ciclicas tendo por objectivo o reforço do ajustamento orçamental. Aparecem alguns sinais de melhoria e de inversão da forte contracção da economia Portuguesa. A diminuição do PIB sofreu uma evolução positiva significativa estimando-se que tenha contraído 1,7%, depois de em 2012 ter contraído praticamente o dobro (cerca de 3,3%). Juntando o optimismo dos mercados à visível recuperação de alguns indicadores macroeconómicos, geram-se assim boas perspectivas e um continuado clima de maior optimismo para o futuro do país, levando pessoas a consumir mais, empresas a investir e Bancos a confiar, ou seja, começar a voltar a dar crédito.

Apesar disso, o Estado Social continuou muito pressionado, com o desemprego em valores elevados, apesar de já ter estabilizado e ter tido até uma diminuição na segunda metade do ano.

A procura interna foi ainda muito afectada pelas dificuldades das famílias e pela redução do rendimento disponível registada nos últimos anos bem como pelo clima de incerteza que ainda existiu na maior parte do ano, mantendo-se assim um perfil de retracção no consumo.

As exportações Portuguesas merecem, uma vez mais, destaque registando um crescimento de praticamente 6%, num ano em a economia mundial contraiu ligeiramente face ao ano passado.

De facto 2013 não começou com uma retoma generalizada do crescimento da economia mundial, pois estima-se uma contracção na taxa de crescimento, com o PIB mundial a crescer cerca de 2,0%, um valor inferior em cerca de 2 pontos percentuais relativamente a 2012.

É neste contexto de mudança, de ajustamento, de austeridade e de rigor para todos os agentes económicos Portugueses e Internacionais que o Grupo Orey cumpriu mais um ano da sua longa história, no novo enquadramento e na nova orientação estratégica já detalhada em comunicações anteriores. O Principal objectivo em 2013 foi precisamente dar continuidade à execução desse plano e repensar o futuro à luz de todas as mudanças que vivemos. Do ano de 2013 gostaria de destacar:

  • Os resultados, de cerca de 3 milhões de Euros, um Resultado muito positivo considerando o ainda muito condicionante contexto macroeconómico;

  • A melhoria da maior parte das actividades operacionais das empresas do grupo;

  • A consolidação do nosso processo de organização e a visão de portfolio que permite decisões integradas e muito eficientes sobre as diferentes classes de activos;

  • A aquisição em Espanha de 50% do Banco Inversis numa operação conjunta com a Banca March e em parceria com o Andbank. Esta operação permite-nos entrar no sector bancário Espanhol com um sócio de muito prestigio e com um banco com um grande potencial devido à sua excelente plataforma tecnológica; (Esta transacção está ainda em processo de autorização pelas autoridades competentes, esperando-se que se concretize em 2014)

  • Finalmente, A mudança para o plano de contas financeiro e consequentemente as diferenças na apresentação das mesmas. Hoje apresentamo-nos como uma holding financeira e com este tipo de sociedades seremos comparados no futuro, pelo que teremos que terminar de ajustar e enquadrar a nossa actividade de forma a podermos verdadeiramente ser comparáveis.

Resumo da Actividade em 2013

Depois da conclusão do processo de reorganização estratégica interna obtivemos em 2013 um Resultado Consolidado de 3.078.876,00 Euros.

Os negócios core detidos pela Holding estão dentro das expectativas do Grupo para o ano de 2013 e a boa gestão das diferentes classes de activos permitiu um contributo muito positivo das diferentes actividades.

Alguns dos nossos activos não têm rendimentos recorrentes como são os investimentos nas operações do Brasil (Opincrivel e Araras) pelo que à medida que vão chegando à sua maturidade esperamos que tragam retornos que compensem os anos que passaram sem rentabilidade.

O desafio de crescer o balanço continua e 2014 tem como objectivo executar a operação de compra do banco Inversis, enquadrá-lo na estratégia financeira do grupo, fazer uma rotação dos outros activos, bem como apresentar a nova estratégia da Orey, agora como Holding Financeira.

Enquadramento Macroeconómico

Na zona Euro, apesar dos sinais de melhoria que emergiram no segundo semestre, nomeadamente nas economias Espanhola e Italiana, o ano ainda assistiu a uma ligeira contracção económica.

No sector financeiro registaram-se também alguns sinais de melhoria da confiança dos investidores nos países periféricos, incluindo Portugal, como consequência da evolução positiva das medidas de ajustamento orçamental e da melhoria das perspectivas de retoma da actividade económica, materializados nas descidas progressivas das taxas de financiamento através dos títulos de dívida pública e privada. Nota de relevo para a alteração do quadro regulamentar com a adopção de medidas centralizadas de grande impacto para o Sector Bancário, nomeadamente a construção da União Bancária Europeia e que certamente terá também contribuído para o incremento das expectativas e da confiança dos investidores.

No nosso país o crescimento económico está ainda condicionado pelas medidas de austeridade implementadas. Contudo, a partir do termo do primeiro semestre ocorreram os primeiros sinais de recuperação e a economia começou a crescer com a procura interna a evoluir positivamente, tendo registado no último trimestre um crescimento homólogo superior a 1,5% que superou o de qualquer outro estado membro da Zona Euro. Estamos a assistir a uma melhoria constante embora ainda não sustentada e vivemos um clima misto de sinais animadores, mas que têm de ser tomados com precaução, para evitar os contraproducentes excessos de optimismo.

Espanha apresentou já sinais de melhoria na segunda metade do ano, registando-se um grande esforço do governo Espanhol para conter a despesa com a implementação de políticas de forte restrição orçamental, observando-se já uma redução do défice. O desemprego é ainda a maior preocupação, mantendo-se em níveis muito elevados, com taxas superiores a 25%.

Do outro lado do Atlântico os Estados Unidos voltaram a apresentar uma performance muito positiva, estimando-se um crescimento de praticamente 2%. Este crescimento foi potenciado por diversos factores nomeadamente os gastos em consumo, exportações e investimento privado. Os mercados accionistas atingiram continuamente máximos históricos e a liquidez disponibilizada pelo programa de “Quantative Easing” levou a maior procura por activos com risco.

No Brasil, outro dos países onde estamos presentes, destacamos as fortes pressões inflacionistas, como não poderia deixar de ser numa economia onde se as infra-estruturas estão no limite da sua capacidade e se começa a fazer uma política monetária expansionista. Apesar da taxa de câmbio favorecer muito o desempenho da economia, prevê-se um crescimento de apenas 2%.

Como conclusão temos perspectivas mais animadoras, quer a nível global, quer a nível da economia portuguesa. No entanto, ainda não atingimos um patamar de crescimento sustentado. Para isso precisamos seguir no mesmo caminho, com realismo, pragmatismo e confiança nas nossas empresas e empresários em Portugal e nos Portugueses!

Síntese da Actividade da Orey em 2013:

O Orey Capital Partners, fundo de Private Equity no qual se integraram todos os investimentos da área não financeira, concentra hoje os negócios das áreas de Transportes & Logística Nacional, Transportes & Logística África, Transportes & Logística Espanha e Sectores Naval e Segurança e Industrial. De uma forma geral os negócios tiveram um comportamento positivo e as perspectivas para 2014 são ainda melhores.

Na actividade financeira, uma das áreas estratégicas do Grupo, a actividade da Orey Financial fica marcada pela aquisição da Orey Financial Brasil e pela assessoria à aquisição do Banco Inversis por parte da holding do Grupo e, apesar do contexto económico ainda muito adverso, manteve-se o crescimento da actividade.

A aquisição da Orey Financial Brasil, tem por objectivo a dinamização da actividade e a exploração de novas oportunidades numa lógica “cross-border”, alicerçada numa actividade de Gestão de “Distressed Funds” e de Investimentos em Situações Especiais.

Perspectivas futuras:

Com a melhoria das perspectivas macroeconómicas registadas em particular na segunda metade de 2013 e depois de comprovado o sucesso do novo modelo organizativo da Sociedade é com algum optimismo que encaramos o futuro do Grupo.

É fundamental em 2014 conseguir executar o programa de transformação e rotação de activos bem como implementar a estratégia de holding financeira. Este passo vai-nos permitir dar o salto de escala que começou com a compra do Banco Inversis.

A capacidade técnica e agilidade, complementada pela persistência e espírito de equipa, capacidade e poder de adaptação das nossas equipas, é hoje, mais do que nunca, um motor de geração de oportunidades e de sucesso para o capital humano e para os negócios que constituem o ADN da Orey.

Agradecimentos:

Queria Agradecer aos Srs. Juan Lazaro e Jorge Delclaux, Administradores não executivos da Orey, o apoio na operação de compra do Banco Inversis. Sem eles teria sido impossível.

Queria agradecer a todos os colaboradores da Orey envolvidos nesta operação, em especial aos Srs. Drs. Francisco Bessa e Rogério Celeiro e à equipa da Orey em Madrid, o seu apoio incondicional, mesmo quando tudo parecia perdido. Obrigado por acreditarem e confiarem!

Queria também agradecer aos nossos assessores financeiros, Societé Generale e N+1, sem os quais também não teria sido possível fazer esta operação.

Finalmente, quero terminar agradecendo a todos os Excelentíssimos Senhores Accionistas, colaboradores do Grupo e membros dos Órgãos Sociais toda a colaboração, compromisso e suporte que deram ao Conselho de Administração no ano que agora findou, bem como a confiança depositada para um novo ano cheio de desafios!

Duarte d’Orey

 

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