HOMEPAGE   PT / EN
PROCURAR
  APRESENTAÇÃO
  MENSAGEM PRESIDENTE
        2012
        2011
        2010
        2009
        2008
  ESTRATÉGIA & OBJETIVOS
  CRITÉRIOS INVESTIMENTO
  FACTORES DE SUCESSO
  ESTRUTURA DO GRUPO
  CONSELHO ADMINISTRAÇÃO
  RESPONSABILIDADE    SOCIAL
  RATING
  HISTÓRIA
Mensagem do Presidente (R&C 2012)
 

Com o final de 2012 termina o meu terceiro mandato no Conselho de Administração desta Casa, cumprindo-se assim dez anos como Administrador Executivo, nove dos quais como Presidente. Não foram anos fáceis nem em termos económicos, nem de mercados, nem políticos. Nuns anos foram os mercados que nos preocuparam, noutros a economia e outros a política. Infelizmente, ultimamente, as preocupações têm sido tridimensionais! Temos tido mercados instáveis, economias recessivas e politicas por vezes incertas outras vezes aleatórias e muitas vezes erráticas.

2012 foi caracterizado por uma manutenção do processo de ajustamento da economia portuguesa, enquadrado pelo programa de assistência financeira. Este ajustamento consiste, basicamente em, por um lado aumentar impostos, reduzindo significativamente o rendimento disponível dos agentes económicos e, por outro, cortar custos, primeiro sobre a forma de retirar benefícios - antes dados adquiridos - às pessoas, depois reduzindo a qualidade e o âmbito do chamado estado social e, finalmente, despedindo funcionários públicos.

O desequilíbrio que se vivia – e ainda se vive - entre aquilo que eram as receitas e os gastos do estado, tinha de ser enfrentado com realismo, coragem e pragmatismo. E as soluções são sempre as mesmas existindo apenas uma que não dói, que é a de um forte crescimento económico. Todas as outras prejudicam alguém, ou se corta tudo nas despesas ou se aumenta tudo nos impostos ou, como é o nosso caso, se faz uma combinação de ambos. Pelo caminho, passamos por processos de melhorias de eficiência quer na “captação” de receitas -leia-se impostos - quer na redução dos custos.

Tendo em conta que o PIB é o resultado da soma do consumo, com o Investimento, os Gastos do Estado e mais Exportações, menos Importações, encontramo-nos numa situação em que o crescimento económico se encontra bastante limitado e circunscrito, senão vejamos: em termos de consumo privado a diminuição do rendimento disponível das famílias associado a um grau de endividamento excessivo e a um nível de confiança muito baixo, faz com que, à excepção dos turistas, cada vez se consuma menos; em termos de investimento - um dos motores potenciais do nosso crescimento económico - não existe uma comunicação clara e inequívoca, de quais os benefícios e apoios ao investimento naqueles que são os sectores estratégicos para a economia portuguesa; em termos de gastos do estado, a ordem é de desinvestir e gastar menos; finalmente, estamos a exportar mais, a nossa famosa tábua de salvação. No entanto, as nossas exportações incorporam um alto valor de bens importados. Nesse sentido, excluindo a energia, será que poderemos produzir localmente parte do que importamos?

Mais uma vez, penso que a solução de crescimento está em conseguir atrair investimentos, em exportar produtos de alto valor acrescentado nacional e em encontrar formas de substituir sempre que possível os produtos importados por nacionais. Esta receita que parece simples é difícil de executar e só é possível se o sector público e privado trabalharem de mãos dadas na procura de um bem maior. Estou seguro que é possível!

É nestas circunstâncias de ajustamento, rigoroso e exigente, para as pessoas, famílias, empresas e Estado que se vive em Portugal que o Grupo Orey cumpriu mais um ano do seu processo de transformação que tive oportunidade de detalhar em anos anteriores e que este ano fica totalmente concluído.

Num enquadramento mais Internacional o PIB mundial voltou a apresentar um decréscimo estimado na taxa de crescimento sobretudo devido a uma diminuição da procura mundial, maioritariamente explicada pelo processo de desalavancagem do sector privado e pelos diferentes programas de austeridade implementados pelos diversos governos no Bloco Europeu.

No nosso caso, conseguimos há alguns anos antever este clima de contração ou de não crescimento acelerado e minimizar o impacto nos negócios e investimentos do Grupo, tomando as seguintes medidas:

1. Antevendo a crise política e económico-financeira em Portugal, diversificámos a nossa actividade e os nossos investimentos, sobretudo em países do espaço Atlântico como o Brasil, Angola e Moçambique, zonas de crescimento e de novas oportunidades;
2. Reestruturámos o Grupo o que nos permitiu chegar ao fim de 2012 com uma alocação de activos ajustada a esta realidade por um lado e, por outro, com os investimentos já segmentados e estruturados de acordo com o novo posicionamento. O Grupo apresenta-se agora ao mercado e aos investidores de uma forma simples e lógica, o que nos torna mais ágeis e flexíveis para melhor potenciar a exploração de novas oportunidades.

E, reflexo do sucesso deste processo de transformação estratégica, fechamos o ano de 2012 com resultados muito positivos e ainda mais relevantes se considerarmos o clima de apreensão, negativismo e obstáculos ao crescimento, em que vivemos.

Resumo da Actividade em 2012

2012 assinala o final do processo de reposicionamento estratégico já mencionado, que obrigou a alterações na metodologia de apresentação das contas consolidadas. Já neste contexto, obtivemos em 2012 um Resultado Consolidado de cerca de 9 milhões de euros, um valor sem precedentes na história do Grupo e que representa um crescimento de mais de 55% face a 2011.

O desempenho dos investimentos core da holding em Portugal, está dentro dos parâmetros esperados e, genericamente, todas as classes de activos que constituem o portfolio reorganizado da Holding, apresentaram contributos positivos para este resultado, o que é sinónimo de que os nossos investimentos seguem no rumo certo.

Resumindo, o ano de 2012 foi marcado por bons resultados muito alicerçados na conclusão com sucesso do processo de reposicionamento estratégico do Grupo Orey.

Apesar disso, o nosso modelo de negócio tornar-se-á mais rentável quanto mais escala tiver. Nesse sentido, o nosso desafio nos próximos anos é fazer crescer o nosso balanço.

Enquadramento Económico

A crise da dívida soberana na Zona Euro voltou a marcar o ano, em particular na primeira metade do ano. No segundo semestre assistiu-se à apresentação de medidas inequívocas por parte das entidades Europeias, nomeadamente do BCE, no sentido da preservação da moeda única e do projecto Europeu nos moldes vigentes. A Europa apresentou ainda uma contracção económica, muito penalizada pelas rigorosas medidas de ajustamento orçamental dos seus estados membros.

Em Portugal observou-se uma deterioração da economia e continuámos a assistir ao esforço significativo de controle orçamental por parte do governo após um pedido de ajuda externa para o triénio de 2011-2013. A contracção da actividade, estimada em 3,2%, resultou no aumento da taxa de desemprego, que se estima em mais de 15% para 2012, voltando a penalizar o consumo privado no ano e a originar uma variação positiva na taxa de poupança. Registaram-se alguns progressos no processo de ajustamento, designadamente ao nível do reequilíbrio do saldo da balança corrente e de capitais, com um crescimento das exportações e uma forte redução das importações. Também a percepção de risco dos investidores internacionais relativamente à economia portuguesa aparentou alguns sinais de melhoria. Ainda assim, para 2013, estima-se que Portugal apresente uma contracção de cerca de 2%, devido à manutenção da política de controlo orçamental.

Espanha apresentou em 2012 uma contracção que se espera de 1,4%. As medidas de ajustamento orçamental associadas ao aumento exponencial da taxa de desemprego superior a 25%, não permitiram a recuperação do nível do consumo privado. O esforço do Governo Espanhol centrou-se sobretudo na normalização do sector financeiro.

Do outro lado do Atlântico, o Brasil cresceu apenas cerca de 1%, enquanto o bloco Americano surpreendeu pela positiva, tendo um crescimento económico superior a 2,3% face ao ano anterior.

No sector financeiro, os mercados viveram mais um ano de elevada volatilidade resultante de flutuações consideráveis na aversão ao risco, resultado da crise da dívida soberana na zona euro. Saliento, no entanto, a decisão do Conselho Europeu do final de Julho no sentido de criar uma União Bancária e a declaração de disponibilidade do BCE para realizar as intervenções necessárias à preservação da moeda única. Os mercados obrigacionistas assistiram a uma forte melhoria do seu risco de crédito, contribuindo para ganhos significativos nesta classe de activos, enquanto os mercados accionistas assistiram a forte subida na segunda metade do ano, beneficiando da elevada liquidez existente no mercado em função da acção dos Bancos Centrais Mundiais.

Em conclusão, apesar de algumas evoluções positivas, sobretudo de expectativas e de mercados, estas ainda não se fazem sentir no crescimento das empresas nem no crescimento económico dos países. Nesse sentido, espera-se ainda um ano de 2013 sem crescimento económico ou mesmo com contração do PIB.

Principais Acontecimentos em 2012

Em 2012, concluímos o processo de reposicionamento e começámos a olhar para os nossos negócios e investimentos numa perspectiva e visão de portfolio de investimentos com várias classes de activos e respectivas alocações.

No caso do fundo de Private Equity, base do reposionamento estratégico uma vez que foram incorporados neste fundo constituído em 2009 os investimentos da área não financeira, detemos actualmente todos investimentos que agrupamos em Transportes & Logística Nacional, Transportes & Logística África, Transportes & Logística Espanha e Sectores Naval e Segurança e Industrial

Na Área dos investimentos estratégicos, nos quais se incluem os investimentos na Orey Financial e na Orey Financial Brasil, moldámos as estruturas à nova realidade do mercado e estamos preparados para um crescimento sustentado quando o mercado assim o permitir. No caso do Brasil o grupo resolveu desinvestir na área de wealth management por não ter escala suficiente e pela elevada concorrência e baixas margens. Iremos, assim, focarmo-nos ainda mais na exploração de outras oportunidades, nomeadamente Corporate Finance, Private Equity e gestão de Distressed Funds, onde é de assinalar a manutenção da óptima performance na gestão de dois grandes projectos de gestão de massas falidas. 

Perspectivas Futuras

ÉApesar de um ano positivo para o Grupo, é fundamental que, as melhorias que ocorreram no segundo semestre de 2012 continuem e que a situação político económica continue o seu caminho em direcção à normalidade.

Apesar de as perspectivas de crescimento económico para 2013 ainda não serem as desejadas para potenciarem o crescimento desejado do País e consequentemente do Grupo, tenho a plena convicção que o nosso novo modelo de negócio, suportado pelo contínuo esforço, agilidade, capacidade de adaptação e elevado nível qualitativo que caracterizam as minhas equipas nos continuará a levar por um caminho construtivo, criativo, valorizador de ideias e realizador de pessoas e projectos. Em resumo, um caminho muito positivo preparado contra ventos e marés que possam vir a condicionar o nosso futuro.

Agradecimentos

Desejo ainda agradecer a todos os Excelentíssimos Senhores Accionistas, colaboradores do Grupo e membros dos Órgãos Sociais toda a colaboração, confiança e apoio reforçado que deram ao Conselho de Administração no ano passado e no mandato que agora termina.

Duarte d’Orey

 

Home > Mensagem CEO
Imprimir esta página
GRUPO OREYINVESTIMENTOSPRESENÇA GEOGRÁFICAINVESTIDORESNOTÍCIASGABINETE DE IMPRENSACONTACTOS
APRESENTAÇÃOPRIVATE EQUITYPORTUGALORGÃOS SOCIAIS IMAGEM CORPORATIVA
MENSAGENS PRESIDENTESTRATEGIC ASSETSESPANHAESTATUTOS OREY @ MEDIA
ESTRATÉGIA & OBJECTIVOSALTERNATIVE INVESTMENTSBRASILASSEMBLEIAS GERAIS GALERIA
CRITÉRIOS INVESTIMENTOREAL ESTATEANGOLACOMUNICADOS AO MERCADO
FACTORES DE SUCESSOFIXED INCOMEMOÇAMBIQUECOTAÇÕES
ESTRUTURA DO GRUPOOTHER ASSETSINFORMAÇÃO FINANCEIRA
CONSELHO ADMINISTRAÇÃOCALENDÁRIO DE EVENTOS
RESPONSABILIDADE SOCIALGABINETE APOIO INVESTIDOR
RATING
@ COPYRIGHT OREY ANTUNES