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RELATÓRIO E CONTAS | ANNUAL REPORT 2011

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3.3 Economia Portuguesa

Em Portugal, o ano de 2011 fcou marcado por um pedi-do de ajuda externa, que implicou, como contrapartida de um empréstimo de 78 mil milhões para o triénio 2011-2013, um vasto conjunto de medidas de redução de défce/dívida pública. Estas medidas originaram uma desaceleração eco-nómica, apontando as mais recentes estimativas para uma contracção do PIB em 1,6%.

O aumento da taxa de desemprego, que se situa em redor dos 14% no fnal do ano, penalizou a componente do con-sumo privado, que decresceu aproximadamente 3,7%. Por outro lado, a diminuição do fnanciamento à economia pri-vada, assim como o aumento dos custos de fnanciamento, penalizaram a componente de investimento privado.

Ainda que com uma diminuição no ritmo de crescimento do 4 Trimestre, destacaram-se pela positiva as exportações, que apresentaram um crescimento de 15%, contribuindo para uma redução do défce comercial em aproximadamente 25%.

Para 2012, as previsões do Banco de Portugal apontam para uma contracção da actividade económica em 3,1%. Esta evo-lução deverá resultar principalmente da manutenção de um política restritiva, dada a necessidade de Portugal atingir metas orçamentais de controlo do défce e de uma menor taxa de crescimento das exportações em função de um me-nor crescimento dos países da Zona Euro, nomeadamente Espanha, Alemanha e França.

3.4 Economia Espanhola

A elevada taxa de desemprego foi agravada de 20% em 2010, para valores em torno dos 24% em 2011, não per-mitindo a recuperação do nível de consumo privado. Este factor, conjugado com um elevado défce orçamental com repercussões negativas no investimento público, contribuiu para que o PIB tenha subido 0,7%.

Em termos das condições de fnanciamento nos mercados internacionais, Espanha conseguiu manter estáveis as suas taxas de fnanciamento de curto e longo prazo, em resultado de um esforço iniciado ainda em 2010 de combate ao défce e de um processo de capitalização e consolidação do sector fnanceiro, através da fusão de diversas “Cajas”.

Não obstante, serão esperadas medidas adicionais para 2012, uma vez que o valor do défce para 2011 deverá termi-nar em torno dos 8%.

Prevê-se que em 2012 a economia volte a entrar em reces-são, e decresça 0,7%.

3.5 Economia Americana

A economia Americana voltou a apresentar um crescimento positivo no ano de 2011, de 1,7%, benefciando do contribu-to do sector privado, designadamente nos vectores investi-mento e consumo.

Foi visível o crescimento do investimento privado, princi-palmente na componente não residencial, ainda que o sector residencial já denote ter iniciado o seu processo de recuperação. A componente do consumo privado registou igualmente um crescimento em torno dos 2%, com principal destaque para a procura de bens duráveis.

A despesa pública contribuiu negativamente para o PIB, uma vez que a consolidação orçamental já se encontra em cur-so, devendo inclusive intensifcar-se em 2012, enquanto o Federal Open Market Comittee (FOMC) anunciou a intenção de manter inalterada a taxa de referência nos 0,25% até 2014, introduzindo o programa Operação Twist e deixando em aberto novos programas de Quantitative Easing.

Não obstante estes esforços, a taxa de desemprego apenas abrandou de 9,6% em Dezembro de 2010 para 9,0% em De-zembro de 2011, apresentando-se a sua descida como factor crítico para um maior crescimento do consumo privado e recu-peração mais acelerada do mercado imobiliário. Ainda assim,

3.3 Portuguese economy

In Portugal, 2011 was marked by a request for foreign aid, which implied, in return for a €78 billion loan for the 2011-13 period, a wide range of defcit/public-debt reduction measures. These measures led to an economic downturn, the latest estimates suggesting a GDP fall of 1.6%.

The increase of the jobless rate, which stands at around 14% at the end of the year, penalised the private consumption, which fell by approximately 3.7%. On the other hand, the decrease in the funding of the private economy, as well as higher funding costs, penalised private investment.

Despite the slowdown in growth in the fourth quarter, emphasis is given to the good performance of exports, which grew by 15%, contributing to a reduction of the trade defcit by approximately 25%.

The Bank of Portugal’s forecasts for 2012 suggest a 3.1% downturn of economic activity. This will largely be the result of a continuation of a restrictive policy, given Portugal’s need to meet budgetary defcit-control targets and a lower growth rate of exports due to slower growth in the Euro Area countries, notably Spain, Germany and France.

3.4 Spanish Economy

The high unemployment rate was exacerbated by 20% in 2010 to a fgure of around 24% in 2011, which did not allow private consumption to recover. This factor, coupled with a high budget defcit with negative repercussions on public investment, contributed to a GDP increase of just 0.7%.

In terms of fnancing conditions in the international markets, Spain managed to keep its short- and long- term funding rates stable as a result of an effort begun in 2010 to combat the defcit and of a process of capitalisation and consolidation of the fnancial sector through the merger of several “Cajas”.

However, additional measures can be expected to 2012, since the defcit at the end of 2011 is set to stand around 8%.

In 2011 the economy is expected to go into recession once again and to decrease by 0.7%.

3.5 American Economy

The US economy again returned growth in 2011, 1.7%, benefting from the contribution of the private sector, particularly in investment and consumption.

Growth of private investment was visible, mainly in non-residential component, although the residential sector is now showing signs of recovery. Private consumption has also recorded a growth rate of around 2%, with a main focus on demand for durable goods.

Public spending made a negative contribution to GDP since fscal consolidation is already under way and is set to increase in 2012, while the Federal Open Market Committee (FOMC) announced its intention to keep the Fed funds rate unchanged at 0 25% up to 2014, introducing the Operation Twist programme and leaving the way open for new Quantitative Easing programmes.

These efforts notwithstanding, the jobless rate slowed, but only from 9.6% in 2010 to 9.0% in December 2011. Its reduction is critical to a greater recovery of private

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