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RELATÓRIO E CONTAS | ANNUAL REPORT 2011

os dados para 2012 apresentam-se animadores, pois a dinâ-mica de criação líquida de postos de trabalho evidenciada no último trimestre de 2011 deverá manter-se para o ano de 2012.

Prevê-se que este bloco continue a apresentar taxas de cres-cimento económico positivas para 2012, em torno dos 2,1%.

3.6 Economia Japonesa

No ano de 2011, a economia Japonesa, foi decisivamente marcada por um evento conjuntural ocorrido no mês de Março, Terramoto seguido de Tsunami (em Fukushima), com fortes implicações na cadeia de produção do país.

Por outro lado, a forte valorização do YEN, nomeadamente face ao USD, para níveis históricos máximos, penalizou as exportações, refectindo igualmente sinais de abrandamento do comércio internacional, evidenciando a forte dependên-cia do Japão da economia externa, nomeadamente america-na e asiática.

Desta forma, o Japão apresentou um crescimento negativo para 2011, fxado nos 0,75%.

Para 2012, espera-se o regresso a taxas de crescimento po-sitivas em torno dos 1,5%, sendo difícil o Japão, na actual conjuntura económica, infuenciar o seu consumo interno, uma vez que existe pouco espaço para estímulos quer mo-netários quer fscais: as taxas de juro encontram-se próxi-mas de zero, devendo no entanto o Banco Central do Japão tentar dinamizar a vertente exportadora através da desvalo-rização do YEN.

3.7 Economia Angolana

A economia Angolana continuou a fortalecer as estreitas re-lações com outros mercados emergentes em crescimento, nomeadamente China e Brasil, com quem realiza cerca de um terço das suas trocas comerciais.

A actividade económica em Angola apresentou um compor-tamento positivo, assente no sector exportador, em função do aumento da procura mundial e da subida do preço do petróleo nos mercados internacionais. Por outro lado, bene-fciou decisivamente do aumento do sector exportador não petrolífero, que deverá registar acréscimos reais de aproxi-madamente 9%.

Desta forma, a economia angolana apresentou uma taxa de crescimento real em torno dos 3,4%, ainda que deva apre-sentar taxas de infação, projectadas pelo FMI, em torno dos 12% em 2011.

3.8 Economia Brasileira

Após um ano de 2010 onde a taxa de crescimento se situou nos 7,5% e a infação se situou em redor dos 6%, a adminis-tração da Presidente Rousseff iniciou uma política restritiva com o intuito de diminuir a taxa de infação. Por outro lado, os 3 primeiros trimestres do ano marcaram uma política de subidas da SELIC por parte do Banco do Brasil que atingiu os 12,5% em Julho 2012 após iniciar o ano nos 10,75%.

Não obstante, o Brasil continuou a observar um forte au-mento do investimento privado em resultado de considerá-veis infows de capital estrangeiro, que originaram uma forte valorização da moeda Real face ao USD, o que por sua vez afectou a actividade exportadora.

Desta forma, a economia apresentou um crescimento de 2,76% em 2011.

A política de subida de taxa de juro adoptada pelo Banco Central foi invertida no último trimestre do ano, tendo a SELIC terminado o ano nos 11%, sendo de esperar que se mantenha a tendência decrescente para o ano de 2012.

Será de esperar que o Brasil continue a apresentar taxas de crescimento positivas, apoiadas na procura mundial, nome-adamente da Ásia, embora as previsões apontem para um crescimento do PIB, para 2012, de 3,4%.

consumption and to a faster recovery of the property market. Even so, the 2012 fgures are encouraging because the dynamics of net job creation seen in the last quarter of 2011 are set to continue in 2012.

This bloc is expected to return positive economic growth rates in 2012, around 2.1%.

3.6 Japanese Economy

In 2011, the Japanese economy was decisively marked by a one-off event in March, an earthquake followed by a Tsunami (at Fukushima), which seriously affected country’s production chain.

On the other hand, the sharp appreciation of the yen, particularly against the US dollar to historic highs, penalised exports and refected the signs of slowing international trade, confrming Japan’s heavy dependence on the economies of the outside world, American and Asian in particular.

In this way Japan returned negative growth of 0.75% in 2011.

For 2012, we expect a return to positive growth rates around 1.5%; in the current economic climate, Japan will fnd it hard to infuence its domestic consumption, since there is little room for stimuli, either monetary or fscal: interest rates are near zero, though the Bank of Japan should try to boost exports by devaluing the yen.

3.7 Angolan economy

The Angolan economy has continued to strengthen the close relations with other emerging growth markets, notably China and Brazil, with which it carries on about a third of its trade.

Economic activity in Angola performed well, based on the recovery of the export sector, the result of an increase of global demand and of the higher oil prices on the international markets. On the other hand, it also benefted decisively from the increase of the non-oil export sector, set to return a real increase of about 9%.

In this way, the Angolan economy returned a real growth rate of around 3.4%, although infation, as projected by the IMF, is set to stand around 12% in 2011.

3.8 Brazilian Economy

Following 2010, when the growth rate stood at 7.5% and infation around 6%, president Rousseff made a start to a restrictive policy designed to lower the infation rate. On the other hand, the frst 3 quarters of the year marked a policy of increases in the Selic rate by the Bank of Brazil, which reached 12.5% in July 2012 after starting the year at 10.75%.

Nevertheless, Brazil continued to see a sharp increase of private investment as a result of substantial infows of foreign capital, which led to a strong appreciation of the real against the US Dollar, which in turn affected exports.

Thus, the economy grew by 2.76% in 2011.

The policy of increasing the interest rate adopted by the Central Bank was reversed in the last quarter of the year, with the Selic rate ending the year at 11%, and it is expected to maintain the downward trend in 2012.

It is expected that Brazil will continue to return positive growth rates, underpinned by global demand, particularly from Asia, although the forecasts indicate a GDP growth for

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